
A demissão envolve diversas incertezas — e entre elas está a continuidade do plano de saúde oferecido pela empresa. Além de questões emocionais, há preocupações práticas, como entender os direitos relacionados ao plano de saúde após a demissão.
Abordar esse tema é essencial para esclarecer dúvidas sobre como manter o cuidado com a saúde durante a transição de emprego. Por isso, continue nesta leitura porque vamos explicar tudo de forma simples e direta.
A demissão do colaborador encerra o vínculo com o plano de saúde da empresa?
Quando ocorre o desligamento, o plano de saúde empresarial normalmente é descontinuado, já que estava vinculado ao contrato de trabalho. Isso acontece porque o benefício era parte das condições acordadas no momento da contratação.
Ainda assim, a legislação brasileira prevê algumas exceções. Dependendo de fatores como o tipo de contrato e as contribuições pagas, o ex-colaborador pode ter direito, em determinados casos, à continuidade temporária do plano.
O mais importante é entender que, embora o vínculo direto com o empregador seja encerrado, nem sempre isso significa perder o acesso ao benefício de forma imediata e definitiva. Há condições que podem prolongar o uso do atendimento médico por mais tempo.
Em quais situações é possível continuar usando o plano de saúde da empresa?
Existem cenários em que o ex-colaborador pode manter o plano de saúde empresarial, mesmo após a demissão.
A lei define que quem contribuía diretamente para o benefício — ou seja, não tinha o plano financiado exclusivamente pela empresa — pode solicitar sua manutenção por um período limitado. Esse direito é chamado de manutenção do benefício.
Há casos em que ex-colaboradores de empresas que ofereciam planos com coparticipação podem decidir pela continuidade.
Porém, é necessário pagar integralmente o custo do plano, já que a empresa não arcará mais com nenhuma parcela ou subsidiação. Uma avaliação detalhada sobre valores e condições é essencial para decidir se a manutenção compensa financeiramente.
Quanto tempo o ex-colaborador pode usar o plano de saúde após demissão?
A legislação garante que o trabalhador demitido sem justa causa, desde que contribuísse com pagamentos mensais, pode manter o vínculo com o plano por até 24 meses. Esse período varia conforme acordos estabelecidos pela operadora e as condições do contrato.
No entanto, é fundamental ter atenção ao término dessa extensão. Durante esse tempo, o ex-colaborador deve arcar com os custos integrais do plano, somando despesas que antes eram compartilhadas ou subsidiadas pela empresa. Planejar essas despesas é recomendado para evitar surpresas financeiras.
Outro ponto que merece atenção é o prazo para solicitar a manutenção após o desligamento. Entrar com o pedido assim que receber as informações sobre a demissão garante mais agilidade e evita situações de perda do benefício.
Como fica a coparticipação em caso de demissão?
A coparticipação é um modelo em que o colaborador paga uma porcentagem pelo uso de consultas, exames ou procedimentos cobertos pelo plano de saúde empresarial.
Após a demissão, caso opte por manter o plano pelo período permitido por lei, o antigo beneficiário deverá assumir integralmente os custos mensais, incluindo eventuais taxas oriundas do uso do serviço.
Se as condições financeiras pesarem, a manutenção do plano com coparticipação talvez não seja viável. Nesse caso, é interessante buscar alternativas, como aderir a um plano individual ou coletivo por adesão, que pode oferecer benefícios comparáveis com preços mais acessíveis.
Os dependentes também perdem o direito ao plano de saúde depois da demissão?
Sim, os dependentes perdem o benefício junto ao titular, pois o vínculo com o plano está associado diretamente ao contrato de trabalho. No entanto, como opção, ao solicitar a manutenção do plano de saúde após a demissão, também é possível incluir dependentes dentro da permanência prevista por lei.
Essa inclusão depende do contrato firmado entre o ex-colaborador e a operadora de saúde.
O importante é que os custos dos dependentes também entram na conta do pagamento integral no período estendido. Avaliar os valores gerais antes de decidir pela manutenção pode ajudar a encontrar a melhor solução para proteger a saúde da família.
É possível solicitar a portabilidade do plano de saúde após a demissão?
Para quem deseja seguir com cobertura médica, mas não quer arcar com o custo alto do antigo serviço empresarial, a portabilidade pode ser uma solução interessante. Esse processo permite migrar para outro plano de saúde, sem precisar cumprir novos períodos de carência.
A portabilidade é válida quando o colaborador demitido mantinha o antigo plano ativo e estava em dia com seus pagamentos mensais. Além disso, o plano escolhido como destino deve oferecer cobertura compatível com o anterior.
Se a ideia é buscar algo mais acessível, planos de saúde coletivos por adesão podem ser uma ótima escolha. Eles reúnem benefícios semelhantes aos empresariais, mas são vinculados a grupos como associações ou sindicatos, o que permite que o custo seja mais equilibrado.
A demissão é um momento de transição cheio de desafios e decisões importantes. O plano de saúde, no entanto, não precisa ser mais uma grande preocupação. O importante é conhecer as opções disponíveis, avaliar custos e escolher a alternativa que melhor se encaixe para você e sua família.
E claro, se quiser entender mais não só sobre plano de saúde após a demissão, mas também sobre outros cuidados com a saúde e tudo que envolve planos e direitos, continue aqui no blog da Valem e confira outros conteúdos.
Referências:

